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Quando ajudar demais começa a te ferir

Psicanálise

O peso de sempre estar disponível: quando ajudar demais começa a te ferir Algumas pessoas vivem em um ciclo silencioso e exaustivo: estão sempre prontas para ajudar, disponíveis para resolver o problema de todo mundo, até mesmo quando estão exaustas, doentes ou atravessando crises internas. Elas se acostumaram a ser o porto seguro de todos, menos delas mesmas. E embora esse comportamento pareça generoso (e muitas vezes é), existe uma pergunta que precisa ser feita com coragem: a quem realmente isso está servindo? Por que nos colocamos sempre nesse lugar de “ajudadores”? Na escuta clínica, é comum encontrarmos histórias marcadas por ausência de cuidado, invalidação afetiva e a sensação constante de não ser suficiente. A pessoa aprende, ainda na infância, que para ser amada, precisa “merecer” amor, seja sendo boazinha, responsável demais, madura demais ou resolvendo os problemas dos outros. A função de cuidador é ocupada não por escolha, mas como uma tentativa inconsciente de receber aquilo que faltou: reconhecimento, acolhimento, pertencimento. Esse padrão pode se intensificar na vida adulta. O trabalho, os relacionamentos, as amizades, tudo vira campo de prova para mostrar que a pessoa é indispensável. A escuta psicanalítica enxerga aí uma repetição inconsciente: a tentativa de curar feridas antigas através do cuidado com o outro. O problema é que essa conta chega, e chega alta. Ela vem em forma de cansaço crônico, frustração, somatizações no corpo e relações desequilibradas, em que o outro sempre recebe mais do que dá. Mas o que eu ganho com isso, afinal? Pode parecer contraditório, mas sim, há um ganho, inconsciente, nessa posição. A pessoa que ajuda sempre pode sentir-se necessária, importante, amada. O medo de ser rejeitada por dizer “não” ou se priorizar é maior que o desejo de descanso. Existe também uma culpa: “se eu posso ajudar, por que não faria isso?”. Aos poucos, a própria identidade vai se confundindo com o papel de salvadora. Mas ser tudo para todos é uma ilusão. Não dá para ser cuidadora e esquecer que também se é alguém que precisa ser cuidada. Como sair desse ciclo sem se indispor com quem amamos? Sair dessa posição não significa virar as costas para quem você ama, mas sim reorganizar os pesos e medidas da entrega. Aqui vão algumas sugestões terapêuticas para começar esse movimento: Reconheça que você existe. Sim, pode parecer óbvio, mas quem vive para o outro esquece da própria existência subjetiva. Reconheça que seus desejos, limites e necessidades importam tanto quanto os dos outros. Diga “não” com delicadeza. Um “não” dito com verdade é mais digno do que um “sim” dito por medo. Você pode recusar algo com carinho, sem ser agressiva, apenas firme e honesta. Se observe com curiosidade, não com culpa. Quando você aceitar um pedido que não queria aceitar, se pergunte: “por que eu fiz isso de novo?” sem julgamento, apenas observação. O autoconhecimento começa aí. Cuide de você com a mesma intensidade. O tempo que você dedica para ajudar pode ser dividido com atividades que te nutrem, uma terapia, um hobby, um tempo de descanso. Você não está se abandonando por isso. Estabeleça combinados, não promessas. Ao invés de assumir compromissos por impulso, diga que vai pensar e dar uma resposta depois. Isso te dá tempo de sentir se quer ou não se envolver. Reescreva o amor. Amar não é se sacrificar o tempo todo. Amar também é ser honesta com seus limites, porque só quem se respeita pode sustentar vínculos saudáveis e duradouros. Você não precisa se apagar para que os outros brilhem Ajudar não é errado. Mas se colocar sempre por último te torna refém de uma dinâmica que, cedo ou tarde, vai te quebrar. Há uma diferença entre ser apoio e ser escora. O apoio fortalece o outro sem se desintegrar. A escora, quando cai, leva tudo junto. Você tem o direito de existir para além das funções que exerce. Você é mais do que aquilo que oferece aos outros. Se você se reconhece nesse texto e sente que está difícil sair desse lugar sozinha, talvez seja hora de olhar com mais carinho para sua história. Agende uma sessão comigo. Vamos juntas reconstruir um caminho de cuidado que inclua você no centro dele. 💛[Clique aqui para agendar sua escuta]

junho 22, 2025 / 0 Comentários
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Manifesto sobre a SUG 1/2024

É Contra Nós: Um Manifesto sobre a SUG 1/2024

Psicanálise

É urgente gritar sobre a SUG 1/2024. Enquanto tentam nos convencer de que privatizar o termo “psicoterapia” não nos afeta, psicanalistas, terapeutas integrativos, analistas do povo, silenciosamente, os espaços vão se fechando. E não é só um termo: é o nome daquilo que fazemos, daquilo que atravessa e sustenta nossas práticas. É o nosso pão, nossa escuta, nossa linguagem. É o nome que o paciente periférico reconhece. Muitos portais, plataformas, clínicas populares classificam nosso trabalho como “psicoterapia”. E o fazem com clareza: distinguem quem é psicólogo, quem é psicanalista, quem é terapeuta. Isso nunca foi um problema. O que eles querem, agora, é que seja. Querem desautorizar o que sempre foi legítimo. Atendo há anos por uma dessas plataformas. Já recebi pessoas incríveis, com histórias que mudaram a minha clínica e me fizeram permanecer. Gente que encontrou acolhimento onde o Estado, a família ou a igreja falharam. Privatizar o termo psicoterapia é empurrar essa gente pra fora de novo. É também empurrar a psicanálise de volta pra onde ela nunca deveria ter voltado: para as mãos de poucos, para os salões envernizados de uma elite que se orgulha de jargões e citações em francês, mas se recusa a ouvir a Dona Maria que faz análise pelo celular quebrado no metrô, depois de limpar a casa dos outros o dia todo. A SUG 1/2024 não é só uma proposta legislativa. É um projeto de exclusão disfarçado de regulamentação. Um genocídio simbólico travestido de zelo técnico. Hoje querem privatizar o termo “psicoterapia”. Amanhã será “consultório”. Depois, “setting”. Mais tarde, “análise”. Por fim, o próprio “psi”. E nós seremos o quê? Institutos silenciosos não me surpreendem. Sempre estiveram mais preocupados com currículos do que com cuidado. Com sofisticação, não com escuta. Com Lacan, mas nunca com João, que não entende nada de Lacan, mas chorou quando ouviu, pela primeira vez, que a dor dele tinha lugar. Nós atendemos o povo. Atravessamos fronteiras que eles jamais ousariam. Recebemos o homem preto depois da “dura” da PM, mesmo quando o porteiro nos pergunta se ele é o entregador do iFood. Fazemos análise com quem tem só um fone funcionando. E fazemos bem. Por isso precisamos denunciar. Não por nós, mas por quem ainda precisa de nós. Privatizar um termo popular da escuta é matar a potência transformadora da clínica. E sim, é contra NÓS! E Winnicott nos ensinou que a saúde psíquica nasce da possibilidade de existir espontaneamente. Gisela OliveiraPsicanalista

junho 20, 2025 / 0 Comentários
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Solidão Madura: Amor, Preconceito e Recomeços

Psicanálise,  Psiccoterapia,  Saúde Mental

O silêncio da mulher depois dos 30: separada, desejante, mas julgada Há um tipo de solidão que não nasce da ausência de companhia, mas do excesso de olhares que julgam. A mulher que se separa depois dos 30 anos sente isso na pele: ela entra num território ambíguo onde não é mais “jovem promissora”, nem “esposa estável”, e passa a ocupar um espaço que a sociedade não sabe bem como nomear, e por isso, tenta controlar. Essa mulher passa a ser vista como alguém “com bagagem demais”, como se as vivências que a tornaram mais inteira fossem, agora, um fardo. Ela é lida como “exigente”, “difícil”, “sozinha porque quer demais”. O que não dizem é que esse julgamento é puro machismo disfarçado de análise racional. Afinal, o que incomoda tanto numa mulher que viveu, caiu, se levantou e ainda assim quer amar? Na clínica, não é raro escutar mulheres que, após se separarem, sentem como se estivessem num limbo afetivo. Os convites diminuem, as amigas casadas olham com certo cuidado (ou com pena disfarçada), os homens se aproximam não como quem vê um par, mas como quem vê uma oportunidade. De sexo fácil, de aventura, de fetiche. Esse corpo feminino, agora maduro e cheio de história, começa a ser lido como perigoso. A maturidade dela ameaça o narcisismo de muitos homens que ainda buscam mulheres que os coloquem no centro. A mulher que já chorou, pariu, trabalhou, rompeu, amou e se refez não cabe no ideal romântico patriarcal. Ela tem voz, ela sabe onde dói, ela diz o que quer. E isso assusta. E se essa mulher é negra, há outro atravessamento: o racismo. A mulher preta madura é vista como “forte demais” para ser cuidada, “independente demais” para ser desejada, “quente demais” para ser levada a sério. Ela entra rapidamente no campo do fetiche. Não é raro que homens se aproximem carregando estereótipos como “preta tem pegada”, “nunca fiquei com uma negra”, como se o corpo dela fosse um safari exótico. Desejam o corpo, mas não sustentam o afeto. Se essa mulher é lésbica, bissexual ou trans, a solidão se aprofunda. Não só por causa da escassez de espaços seguros para o amor LGBTQIA+, mas porque até dentro da própria comunidade há silenciamentos. Mulheres queer mais velhas ainda enfrentam o mito da “fase” ou da “confusão”, como se sua sexualidade precisasse se explicar. Quando são separadas de homens, isso piora: são vistas como “desiludidas”, “traumatizadas” e não como pessoas que apenas se reencontraram com sua verdade. O etarismo também bate à porta. A mulher que chega aos 35, 40, 50, e diz que quer um novo amor, ainda é recebida com um riso torto ou um conselho: “melhor ficar sozinha, nessa idade os homens querem coisa mais nova”. E por que será? Porque fomos ensinados que o valor da mulher está na juventude, na pele firme, na docilidade. A mulher madura, com seus “não” e sua intensidade, é lida como incômoda. A psicanálise, se for ética, não pode fechar os olhos a isso. A mulher separada depois dos 30 não é um caso clínico, ela é um sintoma de uma cultura que ainda não suporta o desejo feminino livre. O desejo que não se submete, que não implora, que não aceita migalhas. O desejo que diz “eu quero”, mas também sabe dizer “eu não aceito menos do que mereço”. Lacan nos lembra que o desejo é sempre desejo do Outro. Mas e quando esse Outro está colonizado por ideais patriarcais, racistas, cisheteronormativos? Como sustentar o desejo sem se violentar? Como amar sem ter que se desmentir? A mulher separada, madura, negra, LGBTQIA+, que insiste no amor, está fazendo um gesto revolucionário. Ela está dizendo: “meu corpo é digno de desejo, minha história é digna de afeto, meu tempo não acabou.” Se você é essa mulher: não se retraia, não se ache “difícil demais”. Você está só fora de uma lógica que nunca te favoreceu. E isso é potência. Se você convive com uma mulher assim, escute antes de opinar. Ela não quer conselhos, quer respeito. Se você é homem: pergunte-se se está preparado para se relacionar com alguém que não vai te aplaudir por migalhas. A maturidade cobra responsabilidade afetiva. E se esse texto te provocou, é porque tocou em algum lugar vivo. Compartilhe com quem precisa pensar o amor para além do machismo, do racismo e dos estereótipos. O amor ainda é possível, mas não pode mais ser desigual. Caso você queira entender melhor tudo isso que está sentindo, agende uma sessão clicando aqui. Você não está só!

junho 15, 2025 / 0 Comentários
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Solitude: a arte de estar consigo sem se abandonar

Psicanálise

Solitude: a arte de estar consigo sem se abandonar Na correria dos dias, falar de solitude pode parecer estranho, quase incômodo. Vivemos em um tempo em que estar só é frequentemente confundido com estar vazio. Mas, para a psicanálise contemporânea, esse “estar consigo” pode ser um dos gestos mais profundos de saúde psíquica. Winnicott, que tanto escreveu sobre a importância do ambiente e da relação mãe-bebê, também nos deixou uma ideia poderosa, muitas vezes esquecida: a capacidade de estar só na presença de alguém. Segundo ele, é justamente no acolhimento de um outro suficientemente bom que se funda a possibilidade de, mais tarde, o sujeito habitar sua própria companhia sem colapsar. Ou seja, só é possível estar só quando, em algum momento, alguém esteve verdadeiramente conosco. Hoje, psicanalistas contemporâneos retomam essa noção não só como uma conquista do desenvolvimento, mas como uma função clínica restauradora: criar, dentro da escuta terapêutica, um espaço onde o sujeito possa, pela primeira vez talvez, experimentar a própria presença sem se abandonar. E aqui, a solitude ganha contornos ainda mais complexos quando pensamos nas marcas sociais que atravessam a psique. Frantz Fanon, ao abordar as experiências de alienação nos corpos racializados e colonizados, nos mostra como o olhar do outro pode rasgar a interioridade do sujeito, transformando o “estar consigo” em um campo de conflito. Fanon nos lembra que, para muitos, a solitude é uma conquista política e subjetiva, uma forma de resgatar a dignidade de existir para além da imagem que o mundo projeta. A solitude, nesse sentido, não é isolamento. Ela é uma travessia. Um território interno que só se acessa quando conseguimos suspender as distrações e silenciar o barulho externo, inclusive o das exigências do ego, do social e da normatividade. Mais do que nunca, num mundo hiperconectado e saturado de imagens de felicidade idealizada, a solitude é um ato subversivo: escolher estar só não como recusa do outro, mas como um gesto de intimidade consigo. É nesse espaço que podemos reconhecer nossos desejos sem moldá-los ao que esperam de nós. É onde surge a chance de se perguntar: de que presença eu sinto falta? do outro, ou de mim mesma? A solitude não é um ponto final, é um recomeço. E, às vezes, é justamente ali que o verdadeiro encontro começa. Quer transformar esse tempo de solitude em um processo de autodescoberta? Agende uma escuta comigo e vamos atravessar esse caminho com cuidado e presença. Sua história merece acolhimento.

junho 12, 2025 / 0 Comentários
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diferença entre psicanalise e psicologia

Você sabe a diferença?

Psicanálise

Psicologia, Psicanálise e Psiquiatria: o que muda pra você, paciente? Muita gente me pergunta: “Gisela, qual a diferença entre psicologia, psicanálise e psiquiatria? Como sei qual é a melhor pra mim?”E eu sempre respondo com o mesmo carinho e firmeza: antes de tudo, saiba que todas podem ser profundamente transformadoras. Nenhuma é “melhor” que a outra, são caminhos diferentes, com olhares distintos, mas com um objetivo em comum: acolher a sua dor e te ajudar a viver com mais consciência, autonomia e verdade. Psicologia: ciência da mente e do comportamento A psicologia é uma ciência reconhecida, regulamentada por lei, com diversas abordagens (como cognitivo-comportamental, humanista, comportamental, entre outras). Psicólogas(os) passam por um curso universitário de cinco anos e precisam de registro no Conselho Regional de Psicologia para atuar. A psicologia trabalha com técnicas validadas cientificamente para tratar questões emocionais, comportamentais, relacionais e até psiquiátricas. É um caminho muito direto, estruturado, e para muita gente funciona super bem. Psicanálise: escuta profunda do inconsciente A psicanálise nasceu com Freud e foi se desdobrando em muitas escolas ao longo dos anos. Mas uma coisa não mudou: a escuta daquilo que não se diz, do que escapa, do que machuca sem você entender o porquê.Na psicanálise, o que importa não é só o que você fala, mas o modo como fala, o que repete sem querer, o que te atravessa sem explicação. É um mergulho no seu jeito de existir no mundo, com tempo, profundidade e ética.Psicanalistas não fazem aconselhamento, não dão receitas, não te dizem como viver. Nós escutamos o que você mesmo está tentando dizer sem saber. E isso é libertador. Psiquiatria: cuidado com base médica A psiquiatria é uma especialidade da medicina. O(a) psiquiatra passou pela faculdade de medicina e depois se especializou em saúde mental. Esse profissional pode prescrever medicamentos, solicitar exames e acompanhar quadros clínicos mais delicados, como depressão profunda, transtorno bipolar, crises de ansiedade, esquizofrenia, entre outros. Mas atenção: psiquiatria não é só remédio. Muitos psiquiatras têm uma escuta sensível e trabalham em parceria com terapeutas.E tem mais: psicanálise e psiquiatria não são opostas, ao contrário, podem andar juntas. Muitos pacientes fazem análise e acompanhamento psiquiátrico ao mesmo tempo, e isso pode ser um cuidado ainda mais completo. Mas psicanalista é psicólogo? Nem sempre. A formação em psicanálise não passa por uma faculdade tradicional.O percurso de um psicanalista é diferente: é feito dentro de uma escola de formação, onde o analista precisa: Não é um cursinho de fim de semana. É um chamado, um compromisso ético e afetivo com a escuta do outro. Por isso, desconfie de quem banaliza a psicanálise como se fosse uma “técnica alternativa”.Psicanálise é séria, profunda, e exige responsabilidade. E o que eu, como paciente, preciso saber? Que o mais importante é você se sentir acolhido, respeitado e escutado de verdade.Você pode encontrar isso tanto na psicologia quanto na psicanálise ou na psiquiatria. O que muda é o estilo da escuta, a condução do processo, o tempo das sessões, o modo como se trabalha. Se você sente que tem algo que te atravessa, te incomoda, te bloqueia, seja há anos ou há dias, o mais importante é buscar ajuda.Não precisa entender tudo, nem saber o nome do que sente. Basta querer começar. ✨ Se esse texto te tocou de algum jeito, talvez seja a hora de dar esse primeiro passo. Você pode agendar uma conversa inicial comigo clicando aqui — com leveza, no seu tempo, sem pressa. Com carinho,Gisela OliveiraPsicanalista – escuta que acolhe, presença que transforma

junho 9, 2025 / 0 Comentários
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Afinal, você sabe o que é ansiedade?

Psicanálise

Ansiedade: quando a alma pede pausa, mas o corpo corre. Todo mundo, em algum momento, já sentiu aquele frio no estômago antes de uma decisão importante, o coração acelerado diante do inesperado ou a mente parecendo uma TV com mil canais ligados ao mesmo tempo. Isso é ansiedade. E, apesar de ser uma palavra muito falada hoje em dia, ela nem sempre é bem compreendida. Pela psicanálise, a ansiedade não é apenas um “problema químico” do cérebro — é também um sinal do nosso inconsciente. É como se algo dentro da gente estivesse tentando falar, mas ao invés de usar palavras, se manifesta por sintomas no corpo: taquicardia, suor frio, sensação de aperto no peito, falta de ar, enjoo, insônia, tremores ou a famosa sensação de “nó na garganta”. A ansiedade é uma aflição da alma que não encontra saída simbólica, por isso transborda no corpo. Quando não é ansiedade, mas parece Muita gente acredita que tudo é ansiedade. Mas às vezes, o que parece ser uma crise ansiosa pode ser outra coisa. Por exemplo:• Falta de motivação constante pode ser depressão.• Dificuldade de concentração frequente pode estar ligada a TDAH.• Sensação de coração disparado pode ser um problema cardíaco real.• Vontade de fugir de tudo pode vir de traumas mal elaborados, e não de ansiedade apenas. Por isso, o diagnóstico apressado — muitas vezes feito com base em vídeos na internet — pode confundir mais do que ajudar. O olhar clínico, principalmente em uma escuta psicanalítica, pode revelar que a ansiedade é só a pontinha do iceberg. Como a ansiedade se forma? Na infância, aprendemos (ou não) a lidar com frustrações, inseguranças e medos. Quando esses sentimentos não encontram lugar para serem acolhidos, eles se acumulam. A ansiedade, muitas vezes, nasce desses conteúdos inconscientes não processados. Ela é um tipo de defesa: o corpo entra em alerta porque a mente não conseguiu simbolizar o que está doendo. Ela pode vir de experiências traumáticas, da pressão por desempenho, do medo de rejeição, do excesso de responsabilidades ou da dificuldade de aceitar que a vida não é totalmente controlável. O que fazer quando ela aparece? É claro que terapia é o caminho mais profundo. Mas há também alguns cuidados simples e eficazes que podemos ter em casa, especialmente durante uma crise:1. Respiração conscienteInspire lentamente pelo nariz contando até 4, segure por 4, expire pela boca por 6 segundos. Isso ajuda a regular o sistema nervoso.2. Banho morno nos braços e rostoA água ajuda a “baixar” a crise e devolve o corpo a um estado mais calmo.3. Palavras que acolhemFale consigo mesma(o): “Essa sensação vai passar”, “Estou segura(o) agora”, “Posso respirar e esperar passar”. O inconsciente escuta.4. Compressa fria na nuca ou no rostoAjudam a reativar o sistema parassimpático, que é o responsável por acalmar o corpo.5. Contato com texturas e aromas agradáveisCheirar um óleo essencial, tocar em algo macio ou colocar os pés no chão ajudam a “aterrar” quando estamos muito no mental.6. Escrever ou desenhar o que senteDar forma simbólica ao caos interno alivia. O papel pode ser uma ponte para o que está reprimido.7. Evitar cafeína e açúcar em excessoParece bobagem, mas essas substâncias podem potencializar os sintomas físicos da ansiedade. A escuta transforma A ansiedade não é frescura, nem sinal de fraqueza. É um grito interno por reorganização, por cuidado, por escuta. Por isso, ela melhora muito quando você é acolhida(o) de verdade — seja por você mesma(o), por um profissional, por alguém com quem se pode contar. Na clínica psicanalítica, não tratamos a ansiedade como uma “doença a ser apagada”, mas como uma mensagem que precisa ser decodificada. E o mais bonito é perceber que, quando a gente começa a escutar de verdade o que sente, o corpo começa a gritar menos. Se você sente que vive em estado de alerta constante, que a mente não para ou que o corpo pede socorro, talvez seja hora de parar um pouco e se perguntar: o que dentro de mim precisa ser ouvido? ✨ Se quiser começar esse caminho de escuta e cuidado, eu estou por aqui. Agende um horário e vamos conversar com calma, sem pressa, com verdade. Às vezes, tudo que a ansiedade quer… é ser escutada.

junho 7, 2025 / 0 Comentários
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Por que repito padrões nos relacionamentos?

Psicanálise

Você já se pegou pensando:“De novo? Como é que eu sempre acabo em relações assim?”Você promete que vai ser diferente, mas quando percebe, está vivendo o mesmo enredo com outro nome e outro rosto. Isso acontece porque o nosso afeto tem memória.Mesmo que a mente consciente diga “nunca mais”, há partes suas — mais profundas e emocionais — que entendem como “amor” aquilo que foi familiar na infância: ausência, confusão, rejeição, silêncios, abandono.Se você aprendeu que precisava lutar por atenção, adivinhar o que o outro sente ou se moldar pra ser amada, o seu emocional vai tentar repetir isso. Não porque quer sofrer, mas porque acha que isso é amor. ⸻ Pense assim: É como se você fosse uma bússola emocional viciada em apontar para o mesmo norte.Mesmo sabendo que aquele caminho termina em dor, você vai… porque é o único trajeto que seu sistema emocional conhece. ⸻ Um exemplo real (e comum): Você se envolve com alguém que te ignora, não se comunica bem e some por dias.Você pensa: “eu só preciso ser mais paciente”.Mas, no fundo, está tentando merecer afeto. Isso pode ser reflexo de quando, na infância, o amor vinha com esforço: só depois que você se calava, se comportava ou tirava boas notas. ⸻ E como romper esse ciclo? Comece observando com carinho, não com culpa, o que você aceita em nome do amor.Faça a pergunta-chave: “Se essa pessoa fosse minha amiga, eu me sentiria cuidada aqui?” Essa simples pergunta desarma a ilusão do “amor romântico” e ativa seu senso de cuidado consigo.Quando você para de romantizar a dor, começa a abrir espaço para vínculos mais leves, possíveis, recíprocos. ⸻ Terapia é o lugar onde isso começa a mudar. Você vai poder olhar com calma para tudo o que aprendeu sobre amor, entender de onde vêm esses padrões e, o mais importante, escolher novas formas de se relacionar — com o outro e com você. Quer romper ciclos e construir relações mais saudáveis?Clique aqui e agende sua escuta acessível.Você merece vínculos que acolham quem você é, não o que você aguenta.

junho 3, 2025 / 0 Comentários
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Psicanálise na Periferia: a potência da escuta onde ela quase nunca chega

Psicanálise

Quando falamos de psicanálise, muita gente ainda imagina um divã numa sala luxuosa, em bairros nobres e silenciosos. Mas a escuta psicanalítica também pulsa nas vielas, nas comunidades, nos becos e nos lares onde a sobrevivência é uma urgência cotidiana. A periferia também sofre, também sonha e, sobretudo, também precisa ser ouvida. A psicanálise na periferia é, antes de tudo, um ato de resistência. É escutar aquilo que nunca foi dito porque nunca teve espaço. É acolher dores que foram naturalizadas, silêncios que gritam e histórias que insistem em viver. É chegar com cuidado, sem saber tudo, mas com disposição para construir juntos um lugar possível de existência. Como dizia Donald Winnicott, psicanalista que nos inspira tanto: “Não existe bebê sem um cuidador. O bebê e o cuidador formam uma unidade.”Essa frase nos lembra que ninguém nasce ou cresce só. E, na periferia, essa rede de cuidado muitas vezes é fragilizada por políticas públicas ausentes, pela correria da sobrevivência, pela solidão de quem não pode parar para sentir. Por isso, a escuta na psicanálise — especialmente em contextos periféricos — é mais do que técnica: é presença. É estar junto sem julgar. É oferecer um espaço onde a pessoa possa ser, sentir e até se desmontar, para talvez se reconstruir com mais verdade. “É no brincar, e talvez apenas no brincar, que a criança ou o adulto fruem sua liberdade de criação.” — Winnicott A periferia também quer brincar. Também quer sonhar, criar, se reinventar. Mas para isso, é preciso primeiro um lugar seguro — interno e externo — onde isso possa acontecer. A escuta analítica é essa travessia. É o solo fértil onde o sujeito se reconhece não só pelas feridas, mas também pelas potências. “A saúde mental tem a ver com a capacidade de estar só, na presença de outro.” — Winnicott Esse “outro” é o analista, mas pode ser também a vizinha que escuta sem interromper, a educadora que acolhe, a agente de saúde que olha no olho. A psicanálise precisa se abrir ao mundo real, onde a escuta vale mais do que qualquer teoria, onde a presença transforma mais do que qualquer diagnóstico. A escuta, na periferia, é uma forma de existir. E quando ela é feita com cuidado, com afeto e com ética, ela se torna um ato político, terapêutico e revolucionário. Que a psicanálise chegue onde a dor mora, e que lá encontre abrigo, cuidado e transformação. Se faz sentido para você, talvez seja uma ótima oportunidade de estar, do jeito que está e a terapia pode te ajudar nisso.  

maio 26, 2025 / 0 Comentários
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A Psicanálise pode ajudar na ansiedade e luto?

Psiccoterapia

Por que a psicanálise pode ajudar com ansiedade, depressão, luto e separações? Vivemos em um tempo em que tudo acontece muito rápido. As redes sociais mostram sorrisos o tempo todo, enquanto por dentro muita gente está em silêncio, tentando sobreviver. Ansiedade, depressão, luto, separações e outras dores da alma se tornaram mais comuns do que se imagina — e muitas vezes são vividas em segredo, com culpa ou vergonha. Mas não deveriam ser. A psicanálise não oferece respostas prontas, nem fórmulas mágicas. Ela oferece escuta. Uma escuta profunda, humana, ética, livre de julgamentos. Ela convida a pessoa a se aproximar de si mesma, a olhar para o que dói, o que se repete, o que ficou preso no corpo, na memória ou na fala. E, nesse encontro, algo começa a se transformar. Ansiedade: quando o corpo grita o que a alma não disse A ansiedade nem sempre é só “medo do futuro”. Muitas vezes, ela é o reflexo de uma história que não teve tempo de ser sentida. Exigências, traumas, abandonos, autocobrança… tudo isso pode se manifestar como angústia no corpo. A psicanálise não quer calar o sintoma — quer escutá-lo. Depressão: quando o mundo perde a cor A depressão é um cansaço de existir que muitas vezes ninguém vê. A psicanálise não quer “te animar”. Ela quer te acompanhar, com presença e cuidado, até que você possa reencontrar sentido nas pequenas coisas, no seu tempo e do seu jeito. Luto: não só por mortes, mas por qualquer perda significativa O luto precisa ser respeitado. Muita gente tenta “superar” rápido, mas não existe tempo certo para a dor. A psicanálise te dá espaço para viver o luto com verdade — e quando ele é vivido, ele também pode ensinar sobre o amor que ficou. Separações: quando o amor se rompe (ou se revela) Terminar um relacionamento, encerrar um ciclo ou se afastar de alguém pode abrir feridas antigas. A psicanálise ajuda a entender o que aquela relação tocou em você — e a fortalecer quem você é, para que não precise se repetir em novas dores. O poder de ser escutado Como dizia Winnicott: “Ser escutado é tão importante quanto ser amado.” A escuta psicanalítica não conserta você — ela te permite se conhecer, se cuidar e, aos poucos, se reconstruir por dentro. É nesse processo que a vida reencontra um novo ritmo, mais leve, mais seu. ✨ Se você sente que está carregando muito sozinha(o), talvez seja hora de ser escutada(o) de verdade. Agende um encontro comigo. A psicanálise pode ser o seu lugar seguro para sentir, falar, entender e transformar. 📍Atendimentos online e presenciais em São Gonçalo (com hora marcada)💬 Terapia individual e de casal📅 Clique aqui para agendar seu atendimento Escuta que acolhe, presença que transforma.Psi Gisela Oliveira

maio 8, 2025 / 1 Comentário
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Por que não consigo mudar com a terapia?

Saúde Mental

Se você já sabe o que tem… por que ainda não conseguiu mudar? Você já se pegou dizendo frases como:“Eu sei que isso vem da minha infância.”“Eu entendo por que eu sou assim.”“Já entendi tudo, mas por que não consigo mudar com terapia?” Então eu te pergunto:Se você sabe o que tem… por que ainda não conseguiu mudar? Saber o que dói é só uma parte do caminho. Mas entender não é o mesmo que transformar. Nomear o problema não é, por si só, curativo. Você pode repetir o diagnóstico todos os dias e ainda continuar presa nas mesmas emoções, nos mesmos padrões, nos mesmos lugares onde se sente pequena, culpada ou exausta. E isso não é fraqueza.Isso é humano.E é aí que a psicanálise pode fazer diferença. A fala que te escuta de verdade Na psicanálise, você não é interrompida com conselhos prontos, frases de efeito ou tentativas de “positividade”. Você é escutada com profundidade — no que diz, no que repete, no que silencia. Porque a cura, muitas vezes, não está em entender racionalmente… mas em viver a experiência de ser escutada de forma segura, constante e verdadeira. É nesse espaço que algo dentro de você começa a mudar. Não por pressão externa, mas porque você finalmente encontra condições para fazer diferente. No seu tempo. Com suporte. Com verdade. Mudar não é ter força de vontade — é ter espaço interno A psicanálise te ajuda a construir esse espaço. Um espaço interno onde você pode sentir sem se perder. Escolher sem culpa. Se ver com mais clareza. E, aos poucos, sair do ciclo onde saber o que tem já não basta mais. 🌱 Está na hora de transformar o que você já entendeu em algo que você realmente consiga mudar. Você não precisa fazer isso sozinha. 📍Atendimentos online e presenciais em São Gonçalo (com hora marcada)💬 Terapia individual e de casal📅 Clique aqui para agendar uma conversa comigo Psi Gisela OliveiraEscuta que acolhe, presença que transforma.

abril 4, 2025 / 0 Comentários
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